“Amo os meus filhos e amo ser mãe, mas é tão bom estar sozinha, tinha tantas saudades desta liberdade.”

“Amo os meus filhos e amo ser mãe, mas é tão bom estar sozinha, tinha tantas saudades desta liberdade.”

Ligou-me um dia uma amiga a dizer… que sabia que me podia dizer a mim e que eu iria entender.

Entendo perfeitamente! E hoje sinto isso… Estou sozinha, a morrer de saudades da minha filha, mas sim sabe bem, este cheiro a “liberdade”.

Costumam dizer que a liberdade não se perde com filhos, apenas se altera. Tenho refletido bastante sobre isso.

Às vezes sinto que é apenas mais uma visão cor de rosa, outras vezes até entendo o que querem dizer e outras percebo que tem apenas a ver com o que cada um entende por liberdade e o que dá valor.

Para mim, a liberdade “total” perde-se de alguma forma, até porque desde que fui mãe, não sei mais o que é não ter um coração conectado 24h, não me preocupar com alguém, não sentir que não sou mais Só Eu!

É das coisas que mais sinto saudades, essa liberdade sem condicionantes. Hoje é que tenho noção do quanto era “livre”.

Neste momento sei o que é perda das minhas vontades, dos meus desejos e das minhas necessidades em alguns momentos, em detrimento de ter responsabilidade sobre um Ser.

Hoje sei o que é não poder sair quando quero, jantar o que quiser quando quiser, o que é agarrar no marido e ir jantar e namorar quando desejamos. Sei o que é não poder deitar no sofá ao final do dia e não fazer mais nada, não poder desligar do mundo quando sinto essa necessidade, querer ir treinar, ou fazer algo para mim e ter de planear, não poder acordar quando nos apetece e dormir mais um pouco. Hoje sei o que é ouvir mesmo sem cabeça, o que é respirar para continuar a dar com amor, quando queremos explodir.

Por vezes, sinto saudades de só pensar em mim… Sinto saudades de ser só eu!!!

E isso, para mim, é de alguma forma perda de liberdade!

Hoje quando fico sozinha, com a culpa de mãe a ir acalmando no meu coração, entendo que preciso também desta “liberdade”.

Que tudo é um equilíbrio e que faz parte de um todo, este querer e não querer, sentir saudades e não sentir, fazer e não fazer…

Aceitar esse todo tem sido um caminho importante na minha Maternidade!

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Sou Eneacoach, formada em Doula, speaker, companheira e mãe. Criadora do método Eneabirth Coaching e da comunidade Mães Imperfeitas.

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